Após denúncia de Elias, TCM suspende contrato de tapa-buracos

Elias Vaz descobriu que a prefeitura estava alugando caminhões tapa-buracos a valores superfaturados e sem licitação. Foram locados quatro caminhões. Cada um custava ao Município R$ 375 mil por mês. O contrato firmado com a Ecotech Engenharia por um ano era de R$18 milhões. Após a denúncia do vereador, o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) confirmou as irregularidades. O Ministério Público Estadual também entrou no caso, recomendando a suspensão do contrato lesivo aos cofres públicos. “Tapar  os buracos da cidade é correto e necessário, porém não se pode usar desse artifício para alimentar o buraco da corrupção” ressalta Elias.

Elias conseguiu comprovar o superfaturamento, entre outras evidências, utilizando a própria planilha de custo da empresa Ecotech, que apresentava explicações absurdas para o alto valor cobrado. Por exemplo, a empresa justificou pagar R$ 9,5 mil de salário por engenheiro em cada caminhão. Constatou-se que não havia engenheiro em Goiânia, muito menos um por caminhão. O único engenheiro da empresa trabalhava em São Paulo.

O vereador também constatou por essa planilha o gasto  de R$7,5 mil, por caminhão, referente a um suposto call center. “Esse serviço nunca existiu, foi mais uma mentira da empresa”, conta Elias. Outra irregularidade foi a cobrança de um imposto inexistente, no valor de R$93, 75 mil por caminhão.

Cada caminhão desses estava locado por R$4,5 milhões ao ano. “Superfaturamento, planilhas forjadas, ausência de licitação para um contrato milionário são algumas das irregularidades encontradas só para tapar buraco” denunciou o vereador.